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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"A Noite de Núpcias" (conto erótico)

CLUBE DO LIVRO ERÓTICO
O tio envia carta a pretendentes anunciando que a condessa Elizabeth esta na idade de se casar. E ela entrega sua virgindade ao eleito, o misterioso Ian, como conta o livro Alguém para amar  (Beste Seller).


A NOITE DE NÚPCIAS

Elizabeth abriu os olhos e fixou-os no teto. Sentia-se agitada por estar deitada nua ao lado alguém que, ela sabia, também estava nu.  Ian se inclinou sobre ela e tomou-lhe os lábios num beijo insistente, que não cessou até obter uma resposta.

Só então Ian voltou a falar, em voz baixa, porém firme:

― ‘’Se tivéssemos nos casado na Escócia, teríamos feito os antigos votos’’. Eu teria dito: ‘’Com meu corpo, eu te idolatro’’.

Ian pronunciou as palavras e Elizabeth foi invadida por um sentimento pungente que a levou às lágrimas. Sufocando um gemido, Ian beijou-a num misto de doçura e ansiedade. Elizabeth entreabriu a boca, acolhendo a língua ávida. Ela passou os braços pelos ombros largos e ele a puxou contra si, fazendo com que os quadris, se colassem.

Num movimento rítmico sugestivo, ele penetrava sua língua e voltava a tira-la, provocando uma onda irreprimível de desejo em Elizabeth.

Fazendo-a virar de costas, Ian começou a acariciar os seios, apertando os bicos e sentindo-os enrijecer.

Seus lábios a abandonaram por um instante, deslizando do pescoço até os seios, provocando-a devagar antes de se fecharem em torno de seu mamilo.
Ela gemeu quando Ian começou a suga-lo, o prazer torturante da carícia levando-a a arquear o corpo instintivamente.

Ele beijou-lhe o ventre, traçando uma trilha mais abaixo, até que a língua encontrou o umbigo.

Insistiu na carícia, as mãos descendo e ousando mais, os lábios quentes deslizando, passando pelo triângulo de pelos entre as pernas.

Ao beijar a pele sensível e perceber Elizabeth ofegando de prazer, ele prosseguiu, então sugando o sexo feminino, quente, os gemidos enlouquecidos fazendo crescer a própria excitação. Elizabeth achou que seria o momento em que ele a possuiria, mas Ian continuou a beija-la, enchendo-a de promessas de prazeres nunca imaginados.

Rolando o corpo para o lado, ele a levantou junto no abraço, pressionando-a contra si para que ela sentisse a intensidade da excitação, o membro rijo roçando a maciez sensível do sexo de Elizabeth.

A respiração de Elizabeth estre-cortada, suas mãos agarravam-no pelos ombros e seu coração batia enlouquecido. Ian sentia a tensão crescente que a tomava de assalto e, embora estivesse desesperado alívio de sua própria paixão, pousou um leve beijo em sua testa.

Feliz, Elisabeth fitou-o por um instante, mas, invadida por uma súbita urgência de vê-lo por inteiro, baixou os olhos para o tronco musculoso, coberto por uma fina penugem escura. Na penumbra do quarto, a pele de Ian reluzia como bronze.

Perceber que ele ensaiava por ser tocado deixou-a cheia de orgulho e prazer. Deslizou as mãos pelos músculos firmes do peito. Não insistiu ao impulso de roçar os lábios em seu braço. Depois, com um pouco mais de atrevimento, beijou-lhe o mamilo, tocando-o coma língua, sentindo Ian arfar de desejo e pressionar as mãos com mais força em suas costas.

Ela continuou sua exploração mais embaixo. Estava tão concentrada no prazer que obtinha ao lhe dar prazer que demorou a perceber que a mão dele descera com firmeza por entre suas pernas.

Então, gemeu de prazer sentindo as carícias continuar, tornando-se cada vez mais íntimas, Ian afinal mergulhando o dedo em sua úmida quentura.

Fazendo-a virar de costas, ele cobriu-lhe a boca com a sua e começou a aumentar o ritmo da carícia com o dedo. Quando Elizabeth passou a mover os quadris contra a sua mão, ele posicionou-se entre as pernas abertas, o membro rígido direcionado ao corpo dela.

Desesperado pelo alívio de sua própria tensão e, ao mesmo tempo, odiando a dor que iria lhe provocar, ergueu-lhe os quadris para recebê-lo.

― ‘’Vou machuca-la um pouco, meu amor, mas não há outro jeito’’.

Segurando-o pelos ombros, Elizabeth preparou-se para qualquer que fosse a dor que viria. Arqueou o corpo e um gemido agudo escapou de seus lábios.

Mas a dor desapareceu quase tão depressa quanto o desabafo, e seu marido finalmente penetrava a estreita passagem de seu corpo, até que ela o sentisse por inteiro, com toda a sua força e calor, prendendo-o contra sie entregando-se à pura beleza dos movimentos lentos e profundos que ele começava a fazer.

Elizabeth moldou os quadris aos dele e passou a acompanhar-lhe os movimentos e, assim fazendo, levava-o a uma agonia indescritível de desejo.

Ele se continha determinado a assegurar-se de que ela chegaria ao clímax antes dele. Ian aumentou o ritmo, sempre lhe prendendo os quadris com firmeza, e a jovem mulher em seus braços seguia-lhe os movimentos, acolhendo o membro pulsante em sua estreita e ardente abertura.
Elizabeth sentiu algo selvagem crescer dentro de si. Virava a cabeça loucamente sobre o travesseiro, enquanto esperava a chegada daquilo que Ian tentava lhe dar. Então, a sensação explodiu em cheio, fazendo-o arfar contra a boca dele e gritar.

Com os braços e ombros tensos pela contensão que se impunha, Ian atirou-se a ela com movimentos breves e afoitos. No instante em que ambos se entregam ao gozo, ele a apertou mais em seus braços, jorrando dentro dela e gemendo alto.

Seu corpo convulsionou-se ainda uma vez e mais outra.
Agarrou-se a ele, respirando ofegante contra seu rosto.

Os corações disparavam no mesmo ritmo frenético e enlouquecido e as duas vidas se uniam de forma inexorável.


CONTO ERÓTICO PUBLICADO NA REVISTA "NOVA"
EDICÃO: 426 / ANO 37 / NÚMERO 3 / MARÇO DE 2009

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