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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Vocação para o Sobrenatural


Eu nunca acreditei verdadeiramente na existência de algo sobrenatural por trás do êxtase religioso, exaltação espiritual no qual o crente se crê "possuído" por alguma divindade/entidade e alçado um novo plano.

Quando eu vejo pessoas falando em línguas estranhas, gritando, pulando, conversando com os mortos, tendo comportamentos estranhos, demonstrando ter "poderes sensitivos", fica sempre uma pulguinha atrás da orelha. Algo me diz que não há nada de "sobrenatural" ali, ou como preferirem chamar.

Foi então que resolvi pesquisar um pouco a respeito e encontrei um artigo científico abordando o tema que eu achei muito interessante e satisfez minhas duvidas. Confiram...


Vocação para o Sobre-Humano

De certa forma todos nós, através do lado mágico de nosso pensamento temos uma tendência a ter sentimentos e comportamentos sobre-humanos, algo que compense a desagradável sensação de pequenez e finitude a que todos estamos sujeitos, ora mais, ora menos fortemente.

Sentir-se “sobre-humano” pode aliviar a limitação para a felicidade plena imposta por nossa condição existencial. Mesmo nas pessoas tidas por descrentes, realistas, racionais, seja lá como gostam de ser consideradas, a partir do momento em que jogam na loteria, mesmo quando todas as probabilidades racionais não recomendam o jogo, está se manifestando um pensamento mágico.

Seria um pensamento que foge à dureza da racionalidade que estabelece as probabilidades de ganhar, seria algo do tipo: “pode ser que eu tenha sorte” ou “pode ser que tenha chegado o meu dia…” e assim por diante. Isso é sentir-se sobre-humano, privilegiado e diferente dos demais.

É esse o impulso que estou tentando explicar, o impulso de compensar o desconhecido com ideias premeditadas e predefinidas pela sociedade, como o paranormal  ou o sobrenatural.

Pode ser que a sensação de poder se comunicar com o sobrenatural, de ser escolhido como porta-voz dos espíritos, de ter sensibilidade especial (diferente dos outros), de poder curar, de poder prever ou influir no futuro, nos faça sentir especiais, sobre-humanos.

Buscar influências fora de nós também ajuda a atenuar a sensação de fracasso, de aliviar quando nos sentirmos incompletos, de desculpar não termos sidos tão brilhantes como gostaríamos.

Se nossas falhas e limitações tivessem origem fora de nós mesmos, independentemente de nossa vontade, nossa autoestima estaria preservada. A possessão por entidades pode tanto realçar sentimentos de superioridade como resolver sentimentos de inferioridade.

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http://bardoateu.blogspot.com/2013/03/ciencia-explica-psiquiatria-vs.html

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