Uma das coisas que eu nunca entendi muito bem é o relacionamento doentio entre o crente e o seu Deus.
Vamos por partes.
Suponhamos que o seu filho seja portador de uma grave doença e te peça ajuda. Ajuda financeira para comprar alguns remédios caros, por exemplo.
Estando ao seu alcance ajudar, você o ajudaria, não? O "sim" predominaria, não há porque negar ajuda a alguém que se ama, ainda mais se tratando de um filho e estando ao nossa alcance ajudar.
Seguindo essa mesma linha de raciocínio, quando o crente precisa de ajuda para algum problema grave e recorre ao seu Deus, porque ele precisa orar, jejuar, se santificar, se sacrificar, subir o monte, se humilhar e confessar que ''só o senhor é Deus'' para que só então Ele ajude? E se isso for da vontade dEle, ainda há esse detalhe.
Que espécie de "amor" é esse que exige o cumprimento de uma lista de N coisas para oferecer uma simples ajuda? Ele não pode simplesmente ajudar? Escrevo "simples" porque não pode haver nada difícil para um Ser onipotente.
Olhando toda essa situação por fora, o que eu vejo são pessoas iludidas em busca de uma ajuda imaginária. Pessoas ajudam pessoas, deuses não somam nem subtraem.
Mesmo não sendo oni-isso e oni-aquilo, mesmo não possuindo poderes incríveis, mesmo com o pouco que temos, ajudamos uns aos outros. E sendo de coração, sem esperar nada em troca ou fazer exigências estúpidas para estender a mão à quem peça socorro.


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